Leilão de caulim no Pará com potencial de 790 milhões t acontecerá em 25 de março
Caulim brasileiro é reconhecido internacionalmente pela qualidade e pureza
Com o aumento da demanda global por minerais industriais, o depósito do Rio Capim tem potencial para se consolidar como um dos principais polos de produção de caulim no país. Diante deste cenário, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) realiza no dia 25 de março, em Brasília, o leilão do depósito de caulim do Rio Capim, localizado no Pará.
O ativo minerário tem potencial de cerca de 790 milhões de toneladas de recursos e é reconhecido internacionalmente pela qualidade e pureza. A expectativa é que, na fase inicial do contrato, o vencedor do certame invista até R$ 10 milhões em novas pesquisas minerais na área.
De acordo com a chefe do Departamento de Recursos Minerais do SGB, Maisa Abram, o leilão de caulim representa uma oportunidade estratégica para impulsionar o setor mineral brasileiro, pois os recursos valorados são representados por uma espessa camada de minério com alta alvura e reduzido teor de impurezas: “ Estamos confiantes de que esse processo trará benefícios significativos tanto para a economia quanto para o avanço tecnológico do setor”, destacou.
O depósito está dividido em duas áreas — Bloco Sul e Bloco Norte — que somam 10 mil hectares. O leilão representa uma oportunidade estratégica para empresas do setor mineral, com a perspectiva de incremento na economia regional e na geração de emprego e renda, além de contribuir para as exportações brasileiras, já que o caulim do Rio Capim é valorizado no mercado internacional devido à alta qualidade.
Brasil entre os maiores produtores mundiais de caulim
O Brasil é um dos seis maiores produtores globais de caulim, ao lado dos Estados Unidos, Uzbequistão, Alemanha, República Tcheca e Turquia. Cerca de 96% da produção nacional é destinada ao mercado externo, conforme aponta o Relatório de Reavaliação do Patrimônio Mineral – Projeto Rio Capim, elaborado pelo SGB. Os estudos sobre os recursos minerais na área foram realizados entre as décadas de 1970 e 1990 e reavaliados em 2018.
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