A Atlas Lithium anunciou a contratação de parceiros operacionais para a implementação do Projeto Neves, ativo integral da companhia em Minas Gerais, marcando o avanço rumo à fase de produção. Segundo a empresa, os contratos foram firmados após processo competitivo e ficaram em linha ou abaixo das estimativas previstas no Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS).
De acordo com o estudo, o projeto tem capacidade estimada de produção de cerca de 146 mil toneladas anuais de concentrado de lítio, com custo operacional de US$ 489 por tonelada na boca da mina. O preço do concentrado tem girado em torno de US$ 2.000 por tonelada no mercado internacional.
Segundo a mineradora, a seleção dos fornecedores considerou critérios como experiência técnica, histórico de execução, qualidade e eficiência de custos. As empresas escolhidas têm atuação consolidada no setor de mineração no Brasil.
Entre os contratados estão a Promon Engenharia, responsável por etapas de engenharia detalhada; a TSX Engineering, que fará a gestão da implementação do projeto; a Cerne Construções, contratada no modelo EPC para construção das estruturas administrativas e operacionais; e a RETC Infraestrutura, encarregada das obras de terraplenagem e construção civil. A companhia informou que segue avançando na contratação de fornecedores adicionais para as demais etapas do projeto e espera atingir prontidão total nas próximas semanas.
O Projeto Neves apresenta taxa interna de retorno (TIR) estimada em 145%, valor presente líquido (VPL) de US$ 539 milhões e prazo de retorno de 11 meses, segundo o DFS. A Atlas Lithium afirma ainda que o empreendimento já possui licenças operacionais e que a planta de separação por meio denso foi adquirida e transportada para o Brasil.
A empresa detém cerca de 557 km² em direitos minerais para exploração de lítio, o que, segundo a companhia, representa a maior área entre empresas listadas no setor no país. A Atlas Lithium também possui participação de aproximadamente 21% na Atlas Critical Minerals .
A companhia destaca que as projeções estão sujeitas a riscos e incertezas, incluindo condições de mercado, fatores operacionais, ambiente regulatório no Brasil e disponibilidade de capital, conforme detalhado em documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC).
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