O setor minerador representa aproximadamente 4% do PIB brasileiro e cerca de 10% do PIB industrial, atuando como um dos pilares da economia, reconhecido como grande gerador de empregos e por seus investimentos em práticas ESG. Mas como ele é apresentado nas escolas? No último dia 19/05, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) assinou uma parceria com o Centro de Inovação Tecnológica de Bauru (CITeB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), instituição de notório saber, com gestão administrativa e financeira da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp – FUNDUNESP, e apoio da associação De Olho no Material Escolar, para fazer um diagnóstico inédito. Nos próximos meses, a instituição acadêmica vai analisar os conteúdos utilizados no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) que tratam dessa atividade.
O estudo, que deverá contar com outros centros de pesquisa, mapeará a presença, a abordagem e os conteúdos relacionados à mineração no ensino fundamental e médio. O levantamento buscará identificar oportunidades de aprimoramento na forma como o tema é apresentado no ambiente educacional, contribuindo para ampliar o acesso a informações qualificadas e atualizadas, ao mesmo tempo em que considera os desafios e a complexidade inerentes ao setor, no Brasil e no contexto global.
Ao final, os resultados do estudo deverão servir como subsídio técnico para o setor de mineração, contribuindo para o fortalecimento de iniciativas educacionais mais aderentes à realidade produtiva, com potencial de impactar positivamente a formação de estudantes e o desenvolvimento do país.
Paulo Henrique Leal Soares, Diretor de Comunicação e Projetos do IBRAM, acredita que o estudo se tornará um norteador, na relação com a sociedade civil e outros stakeholders. “A iniciativa é estratégica e dialoga com uma agenda mais ampla de responsabilidade social e desenvolvimento com propósito, alinhada aos princípios ESG, especialmente no eixo social, ao promover maior conexão entre educação de qualidade e o setor minerador brasileiro”, afirma.
Para Letícia Jacintho, presidente da De Olho no Material Escolar, a associação traz a experiência de um levantamento similar, feito em 2022/2023 com a Fundação Instituto de Administração (FIA), sobre o agronegócio brasileiro. “Temos incentivado diferentes segmentos produtivos a investirem em estudos baseados em evidências, para qualificar o conteúdo educacional e contribuir com soluções concretas para a qualidade da educação no país”, explica.
Do lado da Unesp, o professor Marcelo Carbone Carneiro assegura que o levantamento será conduzido com rigor metodológico, independência e credibilidade quanto aos resultados. “É importante destacar a importância da isonomia da Academia para trazer esses subsídios que ajudem a traçar um retrato fiel do setor na sala de aula. A palavra final será baseada nas evidências científicas”.
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