A Pilar Gold reiniciou oficialmente as operações de mineração subterrânea no complexo mineral de ouro PGDM, localizado em Goiás, no dia 20 de outubro de 2026, após um período de 962 dias em regime de manutenção e cuidado (care and maintenance). A retomada foi viabilizada pela conclusão do programa de atualização de segurança, obtenção da aprovação governamental e desinterdição da licença da barragem de rejeitos, preparando o terreno para a primeira corrida de ouro até o final de novembro de 2026.
Com um planejamento estruturado em duas fases, a mineradora projeta atingir uma produção de aproximadamente 40.000 onças de ouro em 2027 (Fase 1) e 80.000 onças anuais em 2028 (Fase 2). Do ponto de vista corporativo e financeiro, a empresa destaca um financiamento privado a C$ 0,30 por ação que ultrapassou C$ 10 milhões (superando a meta inicial de C$ 5 milhões), o andamento da revisão de sua base atual de recursos minerais de 4,07 milhões de onças de ouro — que deve crescer de forma expressiva sem necessidade de novas perfurações —, a estimativa de vida útil da mina superior a 40 anos, e a manutenção da previsão de sua abertura de capital (listagem pública) para o primeiro semestre de 2027.
Metas de produção
O transporte de minério das frentes de lavra subterrâneas na Mina Pilar recomeçou em 20 de outubro de 2026, marcando o início operacional da Fase 1 do plano de crescimento da Pilar Gold. O objetivo primordial desta primeira etapa é estabilizar a lavra e acelerar o ritmo produtivo até atingir a meta aproximada de 40.000 onças de ouro anuais em 2027.
A Fase 2 da estratégia de expansão prevê dobrar a produção anual para cerca de 80.000 onças de ouro em 2028. Essa meta será suportada pela integração das minas adicionais de Maria Lázara e Caiamar, aliada ao desenvolvimento do projeto de cava aberta com baixa razão de estéril/minério em Três Buracos. O CEO da Pilar Gold, Enrique de Alvear, reforçou que o reinício sinaliza o começo de um ciclo consistente de ramp-up operacional.
Infraestrutura
O complexo minerário PGDM reúne uma infraestrutura de grande porte já instalada, incluindo uma planta de processamento com capacidade para 4.500 toneladas por dia, três minas subterrâneas desenvolvidas e um projeto em cava aberta. A infraestrutura de substituição está avaliada em mais de US$ 500 milhões, o que reduz drasticamente a necessidade de investimento de capital (capex) em comparação à construção de um empreendimento a partir do zero.
A operação conta com uma frota de mineração totalmente nova, fornecida pelos parceiros Resemin, Sotrex e TEMPUS/JCHX (com a chegada de novas unidades de carga e transporte LHD prevista para outubro), além do recondicionamento em andamento da frota Sandvik existente. Para reforçar a execução no site, a Pilar Gold firmou contrato com a Toniolo Busnello S.A., empresa com histórico prévio de atuação na Mina Pilar.
Ampliação dos recursos minerais
A Pilar Gold detém atualmente uma base de recursos de 4,07 milhões de onças de ouro (sem incluir a mina de Caiamar), calculada com base em um preço conservador de US$ 1.700 por onça. Uma atualização desse inventário mineral está em andamento, considerando os patamares mais elevados das cotações atuais do mercado de ouro.
O aumento previsto nos recursos ocorrerá sem a necessidade de custos com novas perfurações, decorrendo principalmente da aplicação de teores de corte (cut-off grades) mais baixos ajustados aos preços atuais do metal. Somada a uma vida útil estimada em mais de 40 anos, a operação da Pilar Gold ganha escala e longevidade diferenciadas em relação a outros produtores do setor.
Estrutura financeira
No âmbito de mercado de capitais, a oferta privada de financiamento precificada a C$ 0,30 por ação registrou forte demanda, excedendo o objetivo inicial de C$ 5 milhões e ultrapassando C$ 10 milhões em subscrições, com recebimento de novos aportes antes do encerramento formal.
Paralelamente, a companhia confirmou que a meta de listagem pública (IPO) no primeiro semestre de 2027 permanece inalterada. O time executivo da empresa — composto por Edward Balme (Co-Fundador e VP de Mercado de Capitais), Enrique de Alvear (CEO), Jeremy Gray (Presidente do Conselho), Max Beck (Co-Fundador e VP de Comunicação Externa), Eric Robinson (VP de Parcerias Estratégicas) e Juliana Cotrim (Head de Mineração e Serviços Técnicos) — expressou agradecimento aos investidores pelo apoio prestado ao longo dos 962 dias em regime de manutenção e cuidado, destacando o momento como uma das principais histórias de recuperação do setor mineral brasileiro.
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